segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Pobres dos vira-latas, por Juremir Machado da Silva



As festas de abertura e de encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro tontearam os vira-latas.

A Olimpíada enlouqueceu os coitados.

Praticamente tudo deu certo.

Não teve zika nem zoca.

O Brasil ganhou o ouro do futebol masculino em cima da Alemanha.

Cadê a superioridade tática dos europeus?

Só vale para depois dos 23 anos?

Neymar não esteve nas derrotas brasileiras.

Futebol depende de individualidades extraordinárias.

Nas festas, os contrabandos apareceram.

Na abertura, enfiaram a Regina Casé.

No encerramento, Arnaldo Antunes e Adriana Calcanhoto.

Puro contrabando.

Eles têm qualidades. Mas nessas horas só unanimidades devem entrar.

É de Cartola para fora.

O resto é jeitinho para vender amigo e parceiro.

No país de Drummond, Quintana, João Cabral, Vinícius e outros, Antunes é aprendiz de poeta.

Eduardo Paes, com seu chapéu de malandro carioca, tomou a vaia que era para Temer, o fujão.

Tudo terminou em samba.

Os tecnocratas mordem o cadarço de raiva.

Os estrangeiros adoram o jeito brasileiro de fazer festa.

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